domingo, 16 de junho de 2013

Cores complementares

Pop art e as cores complementares

Pop Art


Estilo que se desenvolveu na década de 1960 usando técnicas da propaganda e da cultura popular para produzir imagens artísticas refinadas.


Originado particularmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, este movimento foi assim batizado em 1954, quando o crítico inglês Lawrence Alloway assim o denominou, ao se referir a tudo que era produzido pela cultura em massa no hemisfério ocidental, especialmente aos produtos procedentes da América do Norte.

Alguns criadores, inspirados no movimento dadaísta liderado por Marcel Duchamp, decidiram, em fins dos anos 50, se apropriar de imagens inerentes ao universo da propaganda norte-americana e convertê-las em matéria-prima de suas obras. Estes ícones abundantes no dia-a-dia do século XX detinham um alto poder imagético.


A Pop-art representava um retorno da arte figurativa, contrapondo-se ao Expressionismo alemão que até então dominava a cena artística. Agora era a vez da cultura em massa, do culto às imagens televisivas, às fotos, às histórias em quadrinhos, às cenas impressas nas telas dos cinemas, à produção publicitária.

Os artistas recorrem à ironia para elaborar uma crítica ao excesso de consumismo que permeia o comportamento social, estetizando os produtos massificados, tais como os provenientes da esfera publicitária, do cinema, dos quadrinhos, e de outras áreas afins. Eles se valem de ferramentas como a tinta acrílica, poliéster, látex, colorações fortes e calorosas, imitando artefatos da rotina popular.




Cores complementares


As cores complementares são aquelas que se localizam diametralmente opostas no círculo cromático O complemento de uma cor primária será uma cor secundária. O complemento de uma cor secundária será uma cor primária. O complemento de uma cor intermédia será outra cor intermédia.


Para definir as cores complementares é muito útil a seguinte dica: O complemento de uma cor primária é a cor resultante da mistura das outras duas cores primárias.

Por exemplo, a cor complementar do vermelho, será o verde, porque esta cor se obtêm a partir da mistura das outras duas cores primárias que não o vermelho, ou seja, o azul e o amarelo.



cores complementares



As cores complementares são usadas para dar força e equilíbrio a um trabalho criando contrastes.Raramente se usa apenas cores complementares num trabalho, o efeito pode ser desastroso, mas em alguns casos é extremamente interessante.Os pintores figurativos em geral usam as cores complementares apenas para acentuar as outras criando assim, equilíbrio no trabalho. Na pop art encontraremos um grande uso de cores complementares nas obras. Os artistas utilizavam essas combinações para criar impacto e chamar bastante atenção para a obra.




A partir de xerox de fotos pessoais, os alunos do 7º ano criaram 3 montagens. Cada montagem, depois de pronta, deveria ser pintada utilizando uma dupla de cores complementares, criando o efeito característico do movimento Pop Art.







Identidade artística

Frida Kahlo e sua poética pessoal



Com o objetivo de trabalhar junto com os alunos a obra de artistas visuais e de relacionar seus percursos artísticos com as experiências e conhecimentos prévios dos alunos, Frida Kahlo tornou-se a protagonista das nossas aulas de Artes.

Diferente de nossas últimas aulas, não comentamos nada sobre a artista que iríamos trabalhar, apenas souberam seu nome e sua origem. Distribuímos aos alunos alguns fragmentos de suas obras, como por exemplo, a artista autorretratada em sua cadeira de rodas, com o corpo engessado,etc. Após observarem os recortes recebidos, os alunos foram instigados a criar um novo ambiente que acomodasse aquela imagem, pensando no motivo que a artista teria para representá-la daquela forma.

Ao finalizarem suas criações, foi explicado aos alunos que aquela imagem recebida pertenciam à obras da artista. Vimos então, o filme "Frida" dirigido por Julie Taymor, que conta a história da vida da artista.

Após o filme, as obras originais das figuras distribuídas no primeiro momento da aula foram mostradas aos alunos. Eles reconheceram o recorte que haviam recebido, apontando a obra que o continha. Iniciou-se uma conversa relacionando a vida da artista com sua obra e lembrando dos significados que os alunos haviam atribuído as pinturas anteriormente. 



Frida teria reproduzido sua própria imagem em mais de 55 autorretratos: “Pinto-me a mim mesma porque estou com frequência sozinha, e porque sou a pessoa a qual melhor conheço”, disse certa vez. 

Obras utilizadas para recorte dos fragmentos








Algumas obras realizadas pelos alunos do 8º ano a partir de fragmentos


Luisa Brotto


Clarice Oliveira


João Pedro Amaral







Uma nova forma de comunicação

Uma nova forma de comunicação

Arte ruspestre


A arte ruspestre foi uma das primeiras obras de arte encontradas no mundo. Os “artistas”, que pintavam desenhos de animais sendo caçados, homens com “armas” nas mãos, criaram trabalhos, hoje considerados obras de arte, sem o menor conhecimento de qualquer técnica. 

Os homens primitivos pintavam, acreditando que o animal que fosse representado, ficaria mais fraco, sendo assim, mais fácil ser caçado. As tintas eram feitas por eles mesmos, utilizando materiais da própria natureza, como: terra, carvão, sangue, folhas, flores.

A partir do estudo realizado pelo 8º ano sobre a Arte rupestre, pensamos em como a comunicação entre seres humanos era estabelecida.

Para concretizar esse pensamento, pensamos na seguinte proposta: brincar de mímica. Com apenas sinais, gestos, sem nenhuma fala, sentimos como fica difícil estabelecer a comunicação.

Como se nada existisse, criamos nosso alfabeto, inventando diferentes símbolos, estabelecendo a nova linguagem escrita.



Joan Miró, o pintor das estrelas


Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. Em sua pintura e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica, ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.
Miró é classificado entre os surrealistas mas a sua linguagem parece dotada de uma simplicidade mais infantil que não caracteriza exatamente os surrealistas. Entretanto, é preciso muitas vezes compreender o que deseja o autor para poder visualizar melhor a pintura.
Durante os seus estudos de arte treinava, por orientação dos seus professores, a desenhar objetos que conhecia apenas através do tato. De olhos vendados, lhe era dado um objeto e depois então o desenhava para libertar-se da aparência real das coisas. Também treinava pintando paisagens gravadas na mente. Ia a um lugar, observava e depois voltava para o atelier para começar a trabalhar. Talvez esses exercícios, somados a uma tendência natural, tenham feito de Miró uma mente privilegiada.
Joan Miró deixou-se prazerosamente influenciar por todas as correntes de arte com que tomou contato. Influências cubistas, surrealistas, abstracionistas são facilmente percebidas em seus trabalhos e a maneira de ver dos cubistas combina fortemente com a sua visão das coisas. A sua admiração pela pintura clássica encontrada desde cedo em sua origem na Catalunha mistura-se com a admiração pela escola flamenga e por fortes traços por onde foi passando. Aquilo tudo ia sendo absorvido, processado, misturado, temperado e apresentado, ao final, como uma maneira própria e extremamente rica de interpretar o mundo. Miró procurava mostrar a realidade de uma forma simplificada, quase infantil, simbólica, sem a complexidade e o mistério de um surrealismo tipo Salvador Dali ou René Magritte, mas isso é por si mesmo, cheio de uma profundidade que ele não enfatizou.
Essa forma interpretativa através de símbolos preenche completamente grande parte dos seus quadros, onde tudo é mostrado unicamente através de traços, símbolos e sugestões. Para compreender Miró é preciso imaginação, mas isso não o diferencia da maior parte dos artistas. Não há como compreender verdadeiramente as coisas sem um pouco de imaginação e criatividade, especialmente se estivermos falando de arte, essa coisa sem limite e sem regras universais. Alguns quadros não foram feitos para se ver, e sim para se viver.
Os alunos do 7º ano experimentaram a arte do pintor Joan Miró. Repararam em seus quadros as cores, as texturas e manchas. Estudando as cores primárias e secundárias, encontramos em Miró uma ótima oportunidade de criar e aprender ao mesmo tempo. Criamos obras surrealistas abstratas com bastante cor primária e linhas pretas, características principais dos quadros do artista.





Autorretrato barroco

A força do retrato

Autorretrato


Autorretrato é muitas vezes é definido em História da Arte, como um retrato (imagem, representação), que o artista faz de si mesmo, independente do suporte escolhido. Reconhece-se, em geral, que a partir da renascença italiana, a produção destes, conscientemente, pelo artista, passou a ser cada vez mais frequente.


Mais recentemente, no século XX, dificilmente encontra-se artista, renomado ou não, que não tenha procurado produzir o seu. Seja ou não este produto, reconhecido no campo artístico como inserido nesta categoria.

Para inciar nossas atividades de Artes com o 7º ano e podermos nos conhecer melhor, optamos por cada um realizar o seu autorretrato, ou seja, sua própria representação. Após o desenho, resgataríamos as principais linhas dele usando o barbante, assim, o desenho ganharia uma nova dimensão. Depois, usando as características da arte barroca, com o uso constante do ouro, pintamos todo o desenho de dourado, destacando ainda mais o contorno do retrato.

Rafaela Telles